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Em 18, PT acusou Alckmin de alimentar fascismo por criticar Haddad

Em 18, PT acusou Alckmin de alimentar fascismo por criticar Haddad

PT acusou Alckmin de alimentar fascismo – Parece que o mundo dá voltas, não é mesmo? As acusações que o PT de Lula faz à Ciro Gomes nestas eleições são as mesmas que seu candidato, Fernando Haddad, fazia em 2018 contra o então candidato do PSDB, Geraldo Alckmin. Quatro anos depois, Alckmin é vice de…

PT acusou Alckmin de alimentar fascismo – Parece que o mundo dá voltas, não é mesmo? As acusações que o PT de Lula faz à Ciro Gomes nestas eleições são as mesmas que seu candidato, Fernando Haddad, fazia em 2018 contra o então candidato do PSDB, Geraldo Alckmin.

Quatro anos depois, Alckmin é vice de Lula, que por sua vez, acusa Ciro Gomes de ‘alimentar o fascismo’ por fazer críticas à sua candidatura.

Vídeo: Ciro Gomes reage à ofensiva de Lula pelo voto útil

Alckmin que aliás, era ‘fascista’, ‘espancador de professor’ e ‘ladrão de merenda’ até outro dia para o petismo.

Mas bastou virar vice do Lula para virar homem honrado e respeitável.

Vale lembrar que estatisticamente, o candidato que mais ‘bate’ em Bolsonaro em 2022 é…Ciro Gomes, do PDT.

Mas voltemos a 2018.

No dia 2 de outubro, o site UOL – qualquer semelhança aqui também não é mera coincidência – publicou uma matéria com o título: “Ataques do PSDB alimentam ódio e estão favorecendo o fascismo, diz Haddad”.

Na publicação, o candidato do PT a presidente criticava seu então adversário tucano, Geraldo Alckmin, na disputa pelo Planalto.

Para o Haddad, os ‘ataques’ de Alckmin, porém, não estariam favorecendo o PSDB, e sim o fascismo, numa referência clara a Bolsonaro.

“Todo ataque, nesse contexto, você alimenta o ódio, você vai alimentar o fascismo. E o que está acontecendo no Brasil. Quanto mais a gente alimenta ódio, mais o fascismo vai crescer”, disse o petista.

A declaração do chamado ‘poste’ de Lula foi dada n dia seguinte à divulgação de nova pesquisa Ibope que mostrava o crescimento de Jair Bolsonaro (PSL) e a explosão de sua própria rejeição.

A campanha de Alckmin tinha como argumento central o estímulo ao voto no tucano para tirar Haddad do segundo turno, alegando que o petista não conseguiria vencer o candidato do PSL, o que no fim das contas, se confirmou.

Cinco dias depois ocorreria o primeiro turno da eleição presidencial de 2018, ocorrido no dia 7 de outubro.

Tanto o candidato do PSL quanto o do PT já eram os nomes com maior nível de rejeição – como ocorre em 2022 – segundo o Ibope.

No caso de Haddad, a rejeição havia explodido em 11 pontos em apenas cinco dias, chegando a 38%.

O candidato que melhor performava contra Bolsonaro – e que segundo as pesquisas da época, venceria a disputa – era justamente Ciro Gomes, o homem que agora, segundo o PT, alimenta o fascismo por se recusar a apoiar Lula.

Leia a matéria do site UOL, de 2018, clicando aqui.

(Foto: Montagem/Reprodução)

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