Skip to content Skip to footer

CPI contra padre Júlio Lancellotti deveria incluir Jesus Cristo, diz Octavio Guedes

CPI contra padre Júlio Lancellotti deveria incluir Jesus Cristo, diz Octavio Guedes

CPI contra padre Júlio Lancellotti – Após um vereador entrar com um pedido de formação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) contra o padre Júlio Lancellotti, o jornalista Octavio Guedes usou de ironia para comentar a investida da extrema direita paulistana na Câmara Municipal de São Paulo. O pedido de CPI foi protocolado pelo vereador…

CPI contra padre Júlio Lancellotti – Após um vereador entrar com um pedido de formação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) contra o padre Júlio Lancellotti, o jornalista Octavio Guedes usou de ironia para comentar a investida da extrema direita paulistana na Câmara Municipal de São Paulo.

O pedido de CPI foi protocolado pelo vereador Rubinho Nunes (União Brasil), ex-integrante do Movimento Brasil Livre (MBL) e ex-advogado do ex-deputado estadual Arthur do Val, conhecido como Mamãe Falei, cassado pela Alesp em 2022 por quebra de decoro parlamentar após dizer – durante viagem à Ucrânia durante o conflito com a Rússia – que mulheres ucranianas são “fáceis porque são pobres”.

Sob Bolsonaro, Petrobras vendeu refinaria para árabes em negócio suspeito, diz CGU

“Há motivos de sobra para estender a CPI da Batina, levantada contra o Padre Júlio Lancellotti, a Cristo”, afirma Octavio Guedes em seu blog no G1.

O jornalista continua e diz que não faltam motivos para incluir Jesus entre os investigados, listando:

  • Ofendeu a tradicional família e o cidadão de bem ao andar com uma prostituta;
  • Ofendeu a igreja, denunciando a ganância e hipocrisia de líderes religiosos;
  • Promoveu vandalismo num templo religioso;
  • Atacou a meritocracia, dizendo que os últimos serão os primeiros;
  • Em vez de fazer arminha com as mãos, ficava com papinho de perdão, amor ao próximo;
  • Além de tudo, era barbudinho!

Guedes ainda termina o texto com uma provocação aos vereadores que apoiam a proposta de criação da CPI. “É isso aí, vereadores: conhecereis a verdade, e a verdade os libertará”.

“Investigar ONGs”

No pedido, o vereador diz que a comissão tem a “finalidade de investigar as Organizações Não Governamentais (ONGs) que fornecem alimentos, utensílios para uso de substâncias ilícitas e tratamento aos grupos de usuários que frequentam a região da Cracolândia”.

Segundo Rubinho Nunes, “a atuação de Organizações Não Governamentais (ONGs) é de suma importância”, no entanto, “a atuação dessas ONGs não está isenta de fiscalização, sendo necessária a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), até porque, algumas delas frequentemente recebem financiamento público para realizar suas atividades”.

“Uma CPI pode avaliar a eficácia dos programas oferecidos pelas ONGs, determinando se elas estão alcançando os resultados desejados”, diz o requerimento, que foi assinado por ao menos 24 vereadores, do total de 55.

Vereadores da oposição reagiram à proposta e avisaram que farão de tudo para impedir a instalação da CPI. Em nota, a Mesa Diretora da Câmara informou que o tema será tratado no Colégio de Líderes, na volta do recesso parlamentar, que acontece em fevereiro.

Em suas redes sociais, padre Júlio afirmou que não pertence a nenhuma ONG e que a “atividade da Pastoral de Rua é uma ação pastoral da Arquidiocese de São Paulo na Cracolândia” (leia a íntegra mais abaixo).

Também em nota, a Arquidiocese de São Paulo informou que “acompanha com perplexidade” a possível abertura de uma CPI que investigaria a conduta do padre.

Padre e Arquidiocese se manifestam

Confira a íntegra da nota do padre Júlio Lancellotti abaixo:

“A instalação da CPIs é uma prerrogativa do poder Legislativo, sendo legítimas em suas atribuições. As CPIs devem ter um objetivo delimitado em sua criação, sendo que neste caso, pelo que se tem notícias, o abjeto que trouxe base para criação desta CPI seria a investigação/fiscalização das “Organizações Não Governamentais ONGS) que fornecem alimentos, utensílios para uso de substâncias ilícitas e tratamento aos grupos de usuários que frequentam a Cracolândia”. Ou seja, seria a fiscalização do cumprimento de convênios estabelecidos entre o Poder Público e as organizações conveniadas.

Esclareço que não pertenço a nenhuma Organização da Sociedade Civil ou Organização Não Governamental que utilize de convênio com o Poder Público Municipal. A atividade da Pastoral de Rua é uma ação pastoral da Arquidiocese de São Paulo, que por sua vez, não se encontra vinculada de nenhuma forma às atividades que constituem o objetivo do requerimento aprovado para criação da CPI em questão.”

A Arquidiocese de São Paulo, também em nota, informou que acompanha “com perplexidade as recentes notícias veiculadas pela imprensa sobre a possível abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que coloca em dúvida a conduta do Padre Júlio Lancellotti no serviço pastoral à população em situação de rua”.

“Na qualidade de Vigário Episcopal para a Pastoral do Povo da Rua, Padre Júlio exerce o importante trabalho de coordenação, articulação e animação dos vários serviços pastorais voltados ao atendimento, acolhida e cuidado das pessoas em situação de rua na cidade. Reiteramos a importância de que, em nome da Igreja, continuem a ser realizadas as obras de misericórdia junto aos mais pobres e sofredores da sociedade”, acrescentou a Arquidiocese.

(Com informações de G1)
(Foto: Montegem/Reprodução)

Aponte sua câmera

ou

Assine nossa Newsletter!

Cadastre-se agora e receba nossas novidadesx

Assine nossa Newsletter!

Cadastre-se agora e receba nossas novidades

Total
0
Share