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Damares faz discurso militarizado na TV: “Nenhuma mulher ficará para trás”

Damares faz discurso militarizado na TV – No Dia Internacional da Mulher de 2022, ano em que o governo de Jair Bolsonaro (PL) alocou o mais baixo orçamento desde seu início para o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, o presidente mandou a titular da pasta, Damares Alves, na ‘missão’ de fazer um pronunciamento de tom populista e militaresco na TV aberta.

Na tarde desta terça-feira (08), Bolsonaro disse que as mulheres “estão praticamente integradas à sociedade“.

Em um discurso em tom de triunfo que anunciou dois decretos do governo Bolsonaro só neste 8/3, Damares ainda fez comentários de origem militar, incluindo temos usados em guerras.

“Nenhuma mulher ficará para trás”, declarou.

A ministra falou em ‘conquistas históricas’ e alardeou uma ‘nova política’ para mulheres empreendedoras, chamando-a de ‘Brasil para Elas’.

Decretos de Bolsonaro

Damares Alves anunciou que, por decreto, está criado o programa ‘Mães do Brasil’, para supostamente dar ‘suporte’ à mulher durante a gestação e a maternidade.

Vale lembrar que alas radicais de grupos religiosos que apoiam e dão suporte político à pastora Damares defendem a proibição do aborto mesmo em caso de estupro.

O outro decreto fala sobre a distribuição de absorventes para mulheres em situação de vulnerabilidade, basicamente cumprindo o que o próprio Bolsonaro vetou no fim de 2021.

Em outubro do ano passado, o presidente vetou o projeto de lei aprovado para sanção, que previa justamente o que agora é decretado em tom de ‘ação’.

O projeto vetado por Bolsonaro previa distribuição gratuita de absorventes femininos para estudantes de baixa renda e pessoas em situação de rua.

Menor orçamento em 3 anos

Segundo levantamento do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), a alocação total de recursos para as mulheres prevista para 2022 é a menor em todo o mandato de Bolsonaro.

A previsão de gastos para este ano é de 43,2 milhões, ante 61,4 milhões no ano anterior, 132,5 milhões em 2020 e 71,9 milhões em 2019. 

O governo tenta reagir à altíssima rejeição de mulheres ao presidente, mas precisará fazer mais que discursos masculinizados e populistas na TV.

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Por Thiago Manga

Thiago Manga é carioca, jornalista, assessor, já atuou em campanhas eleitorais. Atualmente é Diretor de Redação do Brasil Independente.

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