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Estado de direito está em declínio na União Europeia, diz relatório

Estado de direito está em declínio na União Europeia, diz relatório

Estado de direito está em declínio na União Europeia – O relatório anual da Liberties, uma rede importante de defesa de liberdades civis sediada em Berlim, divulgou nesta segunda-feira, 18, que o Estado de direito está em declínio em toda a União Europeia. Segundo o documento, questões como a diminuição do espaço cívico, violações dos…

Estado de direito está em declínio na União Europeia – O relatório anual da Liberties, uma rede importante de defesa de liberdades civis sediada em Berlim, divulgou nesta segunda-feira, 18, que o Estado de direito está em declínio em toda a União Europeia. Segundo o documento, questões como a diminuição do espaço cívico, violações dos direitos humanos e restrições à liberdade de expressão contribuem para esse cenário preocupante.

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Apesar de algumas das democracias mais antigas da Europa, como França, Bélgica e Alemanha, serem menos afetadas por esses desafios, o relatório destaca que não há um padrão definido. Em países igualmente antigos, como Itália e Suécia, a deterioração do Estado de direito pode se tornar gradualmente sistemática, principalmente devido à influência de partidos de extrema direita no governo.

O estudo também aponta para países onde a democracia foi estabelecida mais recentemente, como Eslováquia, Eslovênia e Polônia, destacando que o Estado de direito pode oscilar rapidamente entre recuperação e declínio.

O relatório destaca diversos motivos para o declínio do Estado de direito, incluindo:

  • Aumento das restrições aos protestos pacíficos, observado em vários países durante o ano de 2023, especialmente em nações reconhecidas por defenderem o direito às manifestações;
  • Ocorrência de detenções e processos judiciais contra ativistas climáticos envolvidos em protestos não violentos;
  • Crescimento dos ataques verbais e físicos direcionados a jornalistas, documentado em 10 Estados-membros da União Europeia.

Diante dessas preocupações, o diretor executivo da Liberties, Balázs Dénes, enfatizou a necessidade de ação imediata por parte da União Europeia. Dénes sugeriu que medidas como processos por infração ou o congelamento condicional de fundos do bloco poderiam ajudar a atenuar esse problema crescente.

Países como Itália, Suécia, França, Hungria, Eslováquia e Polônia são citados no relatório como enfrentando questões pendentes relacionadas ao Estado de direito. A politização dos processos de seleção judicial também é apontada como uma preocupação, com riscos de pressão política sobre os juízes em alguns países, como França, Alemanha, Grécia, Hungria e Eslováquia.
(Com informações da Veja)

(Foto: Divulgação Freepik)

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