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Manifestação contra juros altos ocorre nesta terça em SP e RJ

Manifestação contra juros altos – Um ato contra as altas taxas de juros cobradas no país ocorrerá nesta terça-feira (21) nas duas maiores capitais do país.

Convocado pelas centrais sindicais, a manifestação ocorre no dia que o Comitê de Política Monetária (Copom), órgão ligado ao Banco Central (BC), se reúne para discutir uma possível redução na taxa básica de juros (Selic).

Nesta terça, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) fez coro pela redução da Selic, a qual classificou como “pornográfica” no valor atual de 13,75% ao ano.

“É preciso cobrar do Governo a revogação das maldades da Reforma Trabalhista, da independência do Banco Central e a mudança da política monetária neoliberal vigente. A saída de Roberto Campos Neto por outro plantonista não resolverá os problemas que geram desemprego, precarização e a estagnação econômica”, diz nota da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), umas das centrais que convocam a manifestação.

Em São Paulo, o ato será às 10h na Avenida Paulista, em frente ao BC (altura do número 1804). O PDT paulista também aderiu à convocação e deve levar militantes à manifestação.

Já no Rio de Janeiro, o ato se concentra na Candelária, às 17h, para depois marchar rumo á porta da sede do Banco Central no RJ.

Consignado do INSS

Na última semana, o governo se envolveu em uma grande polêmica envolvendo as taxas de juros.

Após o Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) diminuir o teto da taxa de juros para a modalidade de 2,14% para 1,7% ao mês, bancos privados – e na sequência, públicos – anunciaram a suspensão da concessão de empréstimos nesta modalidade.

Quando ficou sabendo da proposta, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ligou para Lupi tentando fazê-lo desistir da redução dos juros. Na sequência, o presidente Lula (PT) “cobrou” ministros e demonstrou irritação com seus comandados.

Após críticas de alas do próprio governo, lideranças políticas de diversos partidos saíram em defesa do ministro da Previdência, Carlos Lupi (PDT), e da redução de juros dos empréstimos consignados do INSS.

Diversas personalidades do mundo político saíram em defesa de Lupi e da redução, como Juliano Medeiros (PSOL), Roberto Requião (PT), Jones Manoel (PCB), Eduardo Moreira, José Luiz Datena, entre outras lideranças.

Presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB) e do PDT da capital paulista, Antonio Neto assina nota conjunta de oito centrais sindicais, no qual repudiam o boicote dos bancos à redução de juros.

“O que querem é uma margem de lucro escorchante às custas do povo para poder especular fora do país e contra os interesses da maioria dos brasileiros. Não podemos ceder a essa chantagem! Mobilização popular já!”, escreveu em suas redes sociais.

(Foto: Montagem/Reprodução)

Por Redação

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