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Moraes manda PF ouvir Big Techs sobre texto contra PL das Fake News

Moraes manda PF ouvir Big Techs sobre texto contra PL das Fake News

Moraes manda PF ouvir Big Techs – Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes determinou que a Polícia Federal (PF) ouça os presidentes – no Brasil – das empresas Google, Meta, Spotify e Brasil Paralelo. O ministro também determinou que as companhias excluam conteúdos impulsionados, a partir de textos veiculados no blog oficial do…

Moraes manda PF ouvir Big Techs – Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes determinou que a Polícia Federal (PF) ouça os presidentes – no Brasil – das empresas Google, Meta, Spotify e Brasil Paralelo.

O ministro também determinou que as companhias excluam conteúdos impulsionados, a partir de textos veiculados no blog oficial do Google, que tenham críticas ao projeto de lei conhecido como PL das Fake News.

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A determinação ocorre após denúncias de que o Google estaria utilizando práticas abusivas para se opor ao projeto de lei.

A decisão de Moares foi tomada no inquérito que investiga ataques ao STF, conhecido como inquérito das fake news, e foi realizada de ofício, ou seja, sem ser provocada.

“Com absoluto respeito à liberdade de expressão, as condutas dos provedores de redes sociais e de serviços de mensageria privada e seus dirigentes precisa ser devidamente investigada, pois são remuneradas por impulsionamentos e monetização, bem como há o direcionamento dos assuntos pelos algoritmos, podendo configurar responsabilidade civil e administrativa das empresas e penal de seus representantes legais”, diz trecho da decisão.

Confira os principais pontos da decisão:

  • Determina remoção integral, em no máximo uma hora, de todos os anúncios, textos e informações veiculadas pelo blog oficial do Google com ataques ao PL das Fake News;
  • Manda que Google e Meta apontem e expliquem os métodos e algoritmos de impulsionamento e induzimento à busca sobre “PL da Censura” e “PL 2630”;
  • Determina que o Brasil Paralelo e Spotify expliquem, em 48 horas, os métodos e algoritmos de impulsionamento e induzimento à busca sobre “PL da Censura”, bem como os motivos de terem veiculado anúncio político no Google;
  • Ainda exige que Google, Meta, Spotify e Brasil Paralelo informem quais as providências reais e concretas realizam para prevenir, mitigar e retirar práticas ilícitas no âmbito de seus serviços relativos a temas como: atos antidemocráticos, fake news, violência, discurso de ódio, terrorismo, crimes contra crianças e adolescentes e contra mulheres;
  • Determina que a PF, no prazo de cinco dias, tome os depoimentos dos presidentes ou equivalentes das empresas: Google, Meta, Spotify e Brasil Paralelo.

Abuso de poder econômico

Segundo Moraes, “é urgente, razoável e necessária a definição – LEGISLATIVA e/ou JUDICIAL –, dos termos e limites da responsabilidade solidária civil e administrativa das empresas; bem como de eventual responsabilidade penal dos responsáveis por sua administração”.

Na avaliação do ministro do STF, os supostos impulsionamentos feitos pelas big techs em relação a conteúdos contrários ao projeto de lei podem configurar abuso de poder econômico.

“Abuso de poder econômico às vésperas da votação do projeto de lei por tentar impactar de maneira ILEGAL e IMORAL a opinião pública e o voto dos parlamentares”.

Além disso, Moraes entende que essas condutas podem representar uma “instigação à manutenção de diversas condutas criminosas praticadas pelas milícias digitais” investigadas no Supremo em outros inquéritos, com agravamento dos riscos à segurança do STF e do Estado Democrático de Direito.

(Com informações de O Globo)
(Foto: Montagem/Reprodução)

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