Skip to content Skip to footer

PGR opina contra prisão de Roberto Jefferson, mas perdeu prazo no STF

PGR opina contra prisão de Roberto Jefferson

PGR opina contra prisão de Roberto Jefferson – Jornal O Globo – A prisão do ex-deputado Roberto Jefferson, aliado do presidente Jair Bolsonaro, gerou mais um foco de atrito entre o procurador-geral da República Augusto Aras e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Moraes pediu uma resposta da Procuradoria-Geral da República…

PGR opina contra prisão de Roberto JeffersonJornal O Globo – A prisão do ex-deputado Roberto Jefferson, aliado do presidente Jair Bolsonaro, gerou mais um foco de atrito entre o procurador-geral da República Augusto Aras e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

Moraes pediu uma resposta da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre o pedido de prisão formulado pela Polícia Federal em 24 horas, mas a PGR só elaborou a resposta sete dias depois, na noite de ontem, depois que o ministro já havia determinado a prisão, e se manifestou contra a prisão.

Moraes escreveu em sua decisão: “Em 5/8/2021, a Procuradoria-Geral da República foi regularmente intimada para manifestação, no prazo de 24 (vinte e quatro) horas, deixando o prazo transcorrer in albis”. A resposta só foi concluída na noite de ontem, 12 de agosto, mas até a manhã desta sexta-feira ainda não havia sido juntada aos autos.

OUTRAS NOTÍCIAS:
LEIA: Filha de Roberto Jefferson cobra Bolsonaro: “O próximo será ele!”
LEIA: Roberto Jefferson é preso pela PF após decisão do STF
ASSISTA: Veja o último vídeo de Roberto Jefferson ameaçando a democracia
LEIA: Twitter remove perfil de Roberto Jefferson após determinação do STF

Na manhã desta sexta, o gabinete do ministro divulgou uma nota afirmando que ainda não havia recebido a manifestação da PGR. “Informamos que no dia 5 de agosto de 2021, a Polícia Federal enviou para este gabinete uma representação, requerendo a prisão preventiva de Roberto Jefferson e a ralização de busca e apreensão na sua residência.

Autuada esta representação como Pet, no mesmo dia 5 de agosto de 2021, ela foi entregue para a Procuradoria-Geral da República, assinando-se um prazo de 24 horas para que pudesse manifestar-se”, diz a nota.

Prossegue o gabinete do ministro: “No entanto, até a decisão que decretou a prisão preventiva de Roberto Jefferson e determinou a realização de busca e apreensão, na data de ontem, 12 de agosto de 2021, não havia qualquer manifestação da Procuradoria-Geral da República a esse respeito, embora vencido o prazo”.

O posicionamento da PGR foi feito pela subprocuradora-geral da República Lindôra Araújo, considerada uma das principais vozes bolsonaristas dentro do Ministério Público Federal, mas só foi finalizado após a decisão de Moraes. Ela se posicionou contra o pedido de prisão feito pela PF, argumentando que Jefferson não possui foro privilegiado perante o STF e que não era a instância correta para essa investigação contra o ex-deputado.

OUTRAS NOTÍCIAS:
LEIA: Antes de ser cassada, Flordelis gastou R$ 900 mil de verba de gabinete
ASSISTA: Vídeo: Heloísa Helena diz que Lula é ‘traidor da esquerda’ e ‘farsante’
LEIA: Joanna Maranhão se revolta com Janaina Paschoal: “Oi, vai tomar no c…”

PGR diz defender ‘liberdade de expressão’

Em nota divulgada após a operação, Aras afirmou que a resposta da PGR foi feita “no tempo oportuno, como ocorre em todos os procedimentos submetidos à unidade”. Disse ainda que seu posicionamento defendeu a liberdade de expressão de Roberto Jefferson: “O entendimento da PGR é que a prisão representaria uma censura prévia à liberdade de expressão, o que é vedado pela Constituição Federal”.

Ainda na nota, Aras afirmou: “A PGR não contribuirá para ampliar o clima de polarização que, atualmente, atinge o país, independentemente de onde partam e de quem gere os fatos ou narrativas que alimentam os conflitos”, diz a nota.

Moraes e a PGR têm entrado em atritos por causa de diversas investigações contra bolsonaristas que são conduzidas sob a relatoria do ministro. Em maio, Moraes autorizou uma operação da PF contra o então ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles sem pedir manifestação da PGR, por entender que Aras poderia criar dificuldades ou até vazar informações, segundo interlocutores do ministro. Depois, a PGR solicitou o arquivamento do inquérito dos atos antidemocráticos, o que irritou o ministro. Moraes acolheu o arquivamento mas determinou a abertura de um novo inquérito a ser conduzido pela Polícia Federal.

A operação contra Jefferson também amplia o desgaste de Aras dentro da Corte. Ontem, o ministro Dias Toffoli, que tem boa relação com Aras, fez uma cobrança ao procurador-geral da República, por não ter se manifestado em um pedido de investigação contra Bolsonaro. Sua omissão em relação aos ataques de Bolsonaro às urnas eletrônicas e às ameaças sobre as eleições do próximo ano também têm provocado descontentamento na Corte.

OUTRAS NOTÍCIAS:
LEIA: CPI: Omar Aziz suspende sessão e transforma Ricardo Barros em ‘intimado’
LEIA: Santos Cruz detona desfile militar: “Desrespeito ao Congresso e ao Brasil”
LEIA: Imprensa internacional ridiculariza desfile: “República de Bananas”

Janaina Paschoal: doar comida na Cracolândia ‘ajuda o crime’; padre debocha

A deputada estadual Janaina Paschoal (PSL-SP) criticou ontem o padre Júlio Lancellotti e a Pastoral do Povo da Rua de São Paulo por distribuir comida às pessoas em situação de rua no centro da capital paulista.

Leia a matéria completa aqui.

Procuradoria valida denúncia contra Lula e Palocci no DF

A Procuradoria da República no Distrito Federal ratificou à Justiça a denúncia contra o ex-presidente Lula (PT), Antônio Palocci e o empresário Marcelo Odebrecht no caso da suposta compra de um terreno para o Instituto Lula e um apartamento que teriam sido custeados com dinheiro da empreiteira baiana.

Leia a matéria completa aqui.

Brizola Neto na CSB: “Governo Bolsonaro é irresponsável e imoral”

O ex-ministro do Trabalho e atual coordenador de Trabalho e Renda de Niterói (RJ) Brizola Neto (PDT) responsabilizou o governo Bolsonaro pelo agravamento da pandemia no Brasil e consequentemente seus efeitos tanto sociais quanto econômicos. “A gestão irresponsável e imoral do governo Bolsonaro fizeram com que a pandemia tivesse efeito muito maior”, disse.

Leia a matéria completa aqui.

Veja mais notícias no BRI.

Aponte sua câmera

ou

Assine nossa Newsletter!

Cadastre-se agora e receba nossas novidadesx

Assine nossa Newsletter!

Cadastre-se agora e receba nossas novidades

Total
0
Share