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SBT é condenado por piada racista em programa de Silvio Santos

SBT é condenado por piada racista – O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) condenou o Sistema Brasileiro de Televisão (SBT) a indenizar uma jovem que foi alvo de uma piada de cunho racista de um dos humoristas da emissora durante o Programa Silvio Santos.

A condenação por danos morais estipula o valor R$ 5 mil.

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Em 2019, a moça participou de uma atração chamada “Jogo dos Pontinhos”, no qual as pessoas da plateia são desafiadas a completar frases lançadas pelo apresentador, dono da emissora.

Após as respostas da jovem, Alexandre Porpetone, que interpreta o personagem Cabrito Tevez, apontou para L.J. e afirmou:

“A mulher que está com um espanador na cabeça acertou”, referindo-se ao cabelo crespo, volumoso e ruivo da jovem.

Processo

A jovem processou o SBT e o humorista, alegando que a piada que sofreu continha cunho racista e exigiu um pedido de desculpas públicas, além de uma indenização de R$ 50 mil.

A jovem perdeu o processo em primeira instância, mas recorreu e venceu em segunda instância. Tanto o SBT quanto o humorista foram condenados.

A desembargadora Maria do Carmo Honório, que relatou o processo, afirmou em sua decisão que o humorista fez um comentário pejorativo sobre o cabelo da jovem.

“Ao proceder dessa maneira, ele extrapolou o seu direito à ‘piada’ e feriu a honra da garota”, declarou.

A peça assinada pela advogada Michelle Leitão Lundgren, representante da mulher, fala em má utilização da liberdade de expressão:

“A liberdade de expressão não pode ser vista como um aval para as pessoas falarem o que quiserem sem reflexão sobre o seu impacto social. A má utilização de tal direito pode trazer uma série de consequências à sociedade, como a reprodução de discursos racistas e preconceituosos”, afirma

Defesa

O SBT e o humorista ainda podem recorrer da decisão, e afirmaram à Justiça que a piada “de modo algum, teve conotação pejorativa”.

“No território do humor, a única emoção que prevalece é o riso, uma terra onde não existe intenção de injuriar, e, sim, ebulição em gargalhar. Se Alexandre [Porpetone] foi infeliz, tal piada infame não pode ser guinada ao patamar de injúria racial.”, afirmaram o representantes da empresa.

De acordo com a advogada, o comentário constrangeu a jovem de 18 anos.

“Somente quem sente na pele esse preconceito é capaz de dimensionar o tamanho do sofrimento com a ofensa recebida”, afirmou.

(Com informações de UOL)
Foto: Arquivo pessoal/Alexandre Porpetone

Por Redação

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