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Mauro Cid negociou joias sob ordens de Bolsonaro, diz advogado

Mauro Cid negociou joias sob ordens de Bolsonaro, diz advogado

Mauro Cid negociou joias sob ordens de Bolsonaro – Tenente-coronel e ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), Mauro Cid vai confessar que negociou, nos Estados Unidos, as joias recebidas pelo governo brasileiro – e que são alvo de investigação da Polícia Federal (PF) – a mando do ex-presidente A estratégia de admitir sua atuação e…

Mauro Cid negociou joias sob ordens de Bolsonaro – Tenente-coronel e ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), Mauro Cid vai confessar que negociou, nos Estados Unidos, as joias recebidas pelo governo brasileiro – e que são alvo de investigação da Polícia Federal (PF) – a mando do ex-presidente

A estratégia de admitir sua atuação e indicar Bolsonaro como mandante da negociação foi revelada pela revista Veja e confirmada ao jornal Folha de S. Paulo pelo seu advogado, Cezar Bitencourt.

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“Ele confessa que comprou as joias evidentemente a mando do presidente. Comprou e vendeu. ‘Resolva esse negócio e venda’, [teria dito Bolsonaro]”, disse Bitencourt sobre a venda das joias e relógios.

O advogado também revelou à Veja que Cid entregou a Bolsonaro, em espécie, o dinheiro da venda do Rolex negociado nos Estados Unidos. Segundo Bitencourt, Mauro Cid também confessará a adulteração no certificado de vacinação de Bolsonaro e de familiares do ex-presidente.

“Vou falar com o [ministro Alexandre de] Moraes na segunda-feira e tomar algumas providências”, afirmou o defensor, frisando que se trata de uma “confissão, não uma delação”.

Mauro Cid foi preso em 3 de maio por suspeita de adulterar o seu cartão de vacinação, o de Bolsonaro, o de sua esposa, Gabriela Cid, e de uma de suas filhas. Segundo a PF, o militar teria colocado a informação falsa de que eles haviam sido vacinados para permitir a ida deles aos EUA dias antes da posse de Lula.

Na última sexta-feira (11), nova operação da PF mirou Cid e seu pai, o general Mauro Cesar Lourena Cid, suspeitos de atuarem em negociações para vender presentes recebidos por Bolsonaro em viagens oficiais. Os bens são considerados de Estado, e Bolsonaro não poderia apoderar-se dos itens valiosos, segundo entendimento do Tribunal de Contas da União (TCU).

A defesa de Bolsonaro afirmou na última semana que o ex-presidente colocou sua movimentação bancária à disposição das autoridades e que ele “jamais apropriou-se ou desviou quaisquer bens públicos”.

(Com informações de Veja e Folha de S. Paulo)
(Foto: Montagem/Reprodução)

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