Itália pede que Robinho cumpra pena no Brasil – O governo italiano pediu ao Brasil a execução da sentença de nove anos de prisão imposta ao ex-jogador Robinho e seu amigo Ricardo Falco, condenados na Itália por estupro coletivo de uma mulher em janeiro de 2013, quando Robinho jogava pelo Milan.
O pedido foi assinado em 24 de janeiro pelo ministro da Justiça italiano, Carlo Nordio, e enviado ao governo brasileiro em 31 de janeiro por via diplomática, segundo reportagem do UOL.
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O pedido do governo italiano seguiu-se ao indeferimento de um pedido de extradição de Robinho pelo Brasil em 2022, uma vez que artigo 5º da Constituição brasileira proíbe a extradição de brasileiros natos.
O governo brasileiro sugeriu que o governo italiano pedisse a transferência da sentença, e agora o governo do país europeu fez exatamente este pedido.
Robinho, que atualmente tem 37 anos e não joga mais futebol profissional, foi condenado em última instância em novembro de 2017.
Na época, ele afirmou que a relação sexual foi consensual e que estava sendo vítima de perseguição por parte da imprensa.
Após a condenação, Robinho foi contratado pelo Santos, mas o clube rescindiu o contrato dias depois, em outubro de 2020, após protestos de torcedores. O ex-jogador também perdeu contratos publicitários com grandes marcas.
Após este fato, decidiu se aposentar e hoje vive livremente na cidade de Santos-SP.
Entenda o caso
O caso aconteceu na madrugada de 22 de janeiro de 2013, na boate Sio Cafe, em Milão.
A vítima é uma mulher albanesa que no dia comemorava seu aniversário de 23 anos.
Além de Robinho e Ricardo Falco, outros quatro brasileiros foram denunciados por terem participado do ato.
Os outros envolvidos deixaram a Itália no decorrer das investigações, e por isso, não foram citados da conclusão das investigações, o que impossibilitou que fossem processados.
Ministro Flávio Dino
Antes mesmo de o governo italiano enviar o despacho ao Brasil, o Ministro da Justiça, Flávio Dino, já tinha assentido quanto a possibilidade de Robinho ir para a prisão no país:
“A própria Constituição brasileira proíbe a extradição de brasileiros natos, e agora, em tese, pode haver o cumprimento de pena (no Brasil), mas é algo a ser examinado posteriormente quando isso efetivamente tramitar”, disse Dino em entrevista à Bandnews, em 18 de novembro.
(Com informações do UOL)
(Foto: Reprodução)